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Veja o compilado dos dados gerais sobre o setor de saúde suplementar

Dados gerais sobre o setor

  • O Brasil atingirá em 2013 a marca de 400 mil médicos em atividade, registrados no Conselho Federal de Medicina.
  • Mais de 170 mil médicos atuam exclusivamente na saúde suplementar, atendendo usuários de planos e de seguros de saúde.
  • 48,7 milhões (25% da população) é o número de usuários de planos de assistência médica no Brasil. O dado é de setembro de 2012.
Taxa % de cobertura assistencial dos planos, segundo Grandes Regiões e UF (Brasil – setembro/2012)

Região / UF

Estado Capital Região Metropolitana Interior
Norte

10,7

23,3 22,4 5,1
Rondônia 12,6 21,4 9,2
Acre 5,6 10,8 1,2
Amazonas 15 27,7 23,9 1,3
Roraima 6,5 10 0,5
Pará 9,8 27 23,2 6
Amapá 10,4 14,2 13 4,9
Tocantins 6,9 20,9 4
Nordeste 12,1 32,9 27,3 6,4
Maranhão 6,5 29,1 21,8 2,4
Piauí 7,3 21,2 17,7 2,4
Ceará 13 34,9 27,7 4,1
Rio Grande do Norte 16,5 39,6 29,2 8,6
Paraíba 10,2 29,4 21,7 5,6
Pernambuco 17,4 44,7 33,2 11,6
Alagoas 13,2 28,7 24,7 6,5
Sergipe 13,7 35,8 27,3 5,2
Bahia 11,1 29 27,9 6,9
Sudeste 38,2 58,5 48,6 31,4
Minas Gerais 26,3 55,4 42,9 22,3
Espírito Santos 32,6 73,8 48,1 28,4
Rio de Janeiro 38,3 55,5 42,8 27,1
São Paulo 44,3 60,4 53,6 38,4
Sul 23,5 49,9 36,9 19,5
Paraná 24,4 53,9 40,6 18,4
Santa Catarina 21,8 43 31,9 20,3
Rio Grande do Sul 23,6 46,9 35 20
Centro-Oeste 18,5 29,8 24,8 11,9
Mato Grosso do Sul 18,2 25,1 0 14,9
Mato Grosso 14,6 34,2 28,5 10,3
Goiás 15,7 29,8 19,4 11,8
Distrito Federal 30,2 30,2 30,2
Brasil 25,1 44,2 38,6 19,1

Fonte: ANS

  • Em média, o número de beneficiários de planos de saúde aumenta 4% a cada ano. Em um ano, de setembro de 2011 a setembro de 2012, quase 1,4 milhão de brasileiros passaram a ter plano de saúde – aumento de 2,9%.
  • 77% dos usuários de planos de assistência médica estão em planos coletivos (mais de 37 milhões de pessoas). O restante tem plano individual ou familiar.
  • Em 2012, segundo o mapa assistencial da ANS, os médicos realizaram e acompanharam, por meio dos planos de saúde:
    • 582,5 milhões de exames complementares
    • 244 milhões de consultas
    • 112 milhões de outros atendimentos ambulatoriais
    • 50,7 milhões sessões de terapia
    • 7,4 milhões de internações
  • Os médicos atendem, em média, em seus consultórios, oito planos ou seguros saúde.
  • Cada usuário de plano de saúde vai ao médico (consulta) em média 5 vezes por ano.
  • 80% das consultas, em um mês típico de consultório médico, são realizadas por meio de plano de saúde.  As consultas particulares representam, em média, 20% do trabalho médico em consultório.

Dados sobre os reajustes praticados pelas operadoras

  • Os índices de inflação – de 2000 a 2012, medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para medição das metas inflacionárias – acumularam 126,75% no período.
  • De 2000 a 2012, os reajustes da ANS autorizados para os planos individuais acumularam 170,78%, sem repasse aos honorários médicos. A ANS autorizou em 2012 o maior aumento às operadoras desde 2007, ao fixar em 7,93% o índice de reajuste. Os planos coletivos podem ter reajustes anuais ainda maiores, pois é livre a negociação entre operadoras e empresas ou grupos contratantes.
Índices do IPCA x Índices da ANS
Ano IPCA % Reajuste ANS %
2000 5,97 5,42
2001 7,67 8,71
2002 12,53 7,69
2003 9,3 9,27
2004 7,6 11,75
2005 5,69 11,69
2006 3,14 8,89
2007 4,46 5,76
2008 5,9 5,48
2009 4,31 6,76
2010 5,91 6,73
2011 6,5 7,69
2012 5,84 7,93
Acumulado 2000 a 2012 126,75 170,78

IPCA: variação acumulada no ano

Dados sobre a saúde financeira das operadoras

  • A receita dos planos de saúde cresce, em média, 14% ao ano. Em 2011, as operadoras médico-hospitalares tiveram uma receita de R$ 82,4 bilhões, 12,9% a mais que em 2010.
  • Apesar da recorrente má qualidade dos serviços prestados e das sanções impostas pela ANS, as operadoras de planos de saúde bateram o recorde de vendas em 2012. Em apenas um ano – setembro de 2011 a setembro de 2012 –, o salto no faturamento das empresas foi de 14%, passando de R$ 59,2 bilhões para R$ 67,3 bilhões.
Ano Receita das operadoras Crescimento Anual (%)
médico-hospitalares
2001 22.036.349.139
2002 25.691.143.356 16,6
2003 28.242.646.837 9,9
2004 32.025.713.892 13,4
2005 36.522.370.360 14
2006 41.713.758.347 14,2
2007 51.121.037.497 22,6
2008 59.506.626.909 16,4
2009 64.467.357.176 8,3
2010 72.978.896.332 13,2
2011 82.394.345.945 12,9
2012 67.295.658.318

Fonte: ANS. Em 2012, referência a setembro

  • Atualmente existem 1.542 planos em atividade, dos quais 59% são de pequeno porte, com até 20.000 pessoas.
  • A sinistralidade (razão entre a despesa assistencial e receita angariada com as mensalidades) alcançou a taxa de 85,8% em setembro de 2012.

Dados sobre a interferência dos planos na autonomia dos médicos

  • Estudo da APM/Datafolha, divulgado em agosto de 2012, mostra que 77% dos usuários de planos de saúde no Estado de São Paulo enfrentaram problemas no atendimento, como superlotação e longas esperas nos hospitais.
  • Sobre os médicos e prestadores de serviço, a percepção de 66% dos usuários é de que os planos colocam restrições em diversas etapas para realização de exames de maior custo e, para (53%), de que os planos restringem o tempo de internação hospitalar ou UTI.
  • 60% dos usuários têm a imagem de que os planos de saúde pagam aos médicos um valor muito baixo por consulta ou procedimento.

Planos são líderes de reclamações

  • Embora 25% da população tenha plano de saúde, as redes não acompanharam o crescimento de beneficiários. De acordo com informações da própria ANS, 127 mil leitos de internação (excluídos os chamados Leitos Complementares) estavam disponíveis para na rede privada em setembro de 2012 – quase 17 mil (12%) a menos que os disponíveis em setembro de 2009.
  • Dados obtidos pela BBC Brasil com a ANS revelam que, de dezembro de 2002 a setembro de 2012 (última estimativa disponível), o número de reclamações registradas por usuários praticamente quintuplicou, passando de 16.415 para 75.916, um crescimento de 362%.
Reclamações contra planos de saúde
2002 16.415
2003 20.396
2004 30.543
2005 20.366
2006 16.359
2007 7.018
2008 15.895
2009 23.984
2010 30.865
2011 54.178
2012 75.916

Fonte: BBC Brasil/ANS

  • De acordo com especialistas consultados pela BBC Brasil, o aumento na quantidade de reclamações, apesar de ter acompanhado a evolução do número de pessoas com acesso a plano de saúde, evidencia, sobretudo, que o setor ainda sofre com falhas, como a falta de fiscalização e a lentidão no julgamento dos processos.
  • Em 2012, o setor de planos de saúde foi responsável pelo maior número de queixas, segundo o ranking anual do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
  • O principal motivo seria o crescimento dos planos coletivos ou falsos coletivos (oferecidos a pequenos grupos de consumidores).
  • As principais queixas dos consumidores ao Idec são: negativa de cobertura; reajuste por faixa etária e anual; e descredenciamento de prestadores de serviço.
  • De acordo com o Idec, os problemas se dão, em grande parte, por uma fiscalização ineficiente da ANS e pela falta de investimento das empresas.

Valores dos procedimentos e consultas pagas pelos planos de saúde

  • A receita das operadoras médico-hospitalares cresceu 192% entre 2003 e 2011. No mesmo período, o valor médio pago por uma consulta médica, segundo a ANS, cresceu 65%. Há planos que ainda pagam valores abaixo dessa média.
Ano Valor médio pago por uma consulta médica (R$)
2012*
2011 46,12
2010 42,54
2009 40,26
2008 40,3
2007 36,91
2006 33,37
2005 31,38
2004* 30,00
2003* 28,00

Fonte: ANS. Os dados de valor médio da consulta em 2003 e 2004 são das entidades médicas. *O valor para 2012 deverá ser publicado na próxima edição do Caderno de Informação da Saúde Suplementar da ANS.

Fonte: Saúde Web

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