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Com mensalidades que vão de R$ 14,90 a R$ 49,90, os cartões de saúde pré-pagos têm sido uma alternativa cada vez mais adotada pelos brasileiros que não têm condições de pagar por um plano de saúde tradicional e, por outro lado, estão em busca de serviços médicos melhores do que os do Sistema Único de Saúde (SUS). O cartão funciona de modo semelhante aos já conhecidos cartões pré-pagos de telefonia: o cliente insere um valor e, com o crédito, paga consultas médicas e exames laboratoriais.

Somente no Estado do Rio, a empresa Ônix Serviços de Valor Agregado – que opera o sistema usado pela Vale Saúde Sempre e pelo Clube Você Vida Saudável – já atende a mais de 180 mil usuários.

Henrique Thoni, diretor geral do Clube Você Vida Saudável, conta que a ideia do cartão pré-pago surgiu de muitos profissionais que trabalham na área da saúde há bastante tempo e conhecem as dificuldades do mercado.

– As principais vantagens são que o cartão oferece baixo custo de acesso à rede médica, odontológica e de laboratórios. Um dos componentes do pacote de benefícios é o seguro de vida e a assistência funeral. Uma série de seguros que, combinados, dão tranquilidade ao usuário. E nós temos uma ampla rede de farmácias que aceitam o nosso cartão como acesso a tabela de descontos, que podem chegar a 50% – explica Thoni.

Nas duas empresas que atuam no Estado do Rio, há ainda uma taxa para cada recarga (R$ 1,90 a R$ 2,50) paga no momento em que o cliente insere o crédito.

Entidades são contra

A expectativa do mercado de cartões pré-pagos de saúde é, até o fim do ano, dobrar o número de usuários, somente no Estado do Rio. A rápida adesão a esse meio de pagamento tem preocupado o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj). Márcia Rosa de Araújo, coordenadora da Comissão de Saúde Suplementar da entidade, explica que, ao adquirir o cartão, o paciente pensa que está contratando um plano de saúde.

– Na hora em que precisar e não tiver crédito, ele não terá atendimento. É uma situação que engana o consumidor. Ele compra um cartão pré-pago achando que vai ter um atendimento global – critica Márcia, referindo-se ao fato de que esses cartões não cobrem determinados serviços médicos, como atendimento em emergências e internações.

Em nota, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmou que desaconselha esse tipo de contratação.

Para Alberto Techera, diretor geral da Ônix, é natural que um produto novo no mercado cause divergência de entendimentos.

– Não significa mercantilizar a saúde. Nosso foco é dar acesso à saúde para as classes C e D, que ganham entre dois e cinco salários mínimos (R$ 1.448 a R$ 36,20), para que consigam diagnosticar uma patologia e tenham condições de fazer o tratamento.

Fonte: G1

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