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NA ODISSEIA PARA PROLONGAR A EXISTÊNCIA HUMANA, PESQUISAS TENTAM
IMPEDIR QUE AS CÉLULAS ENVELHEÇAM

A ciência tem investigado processos de envelhecimento celular não somente para
eliminar rostos enrugados ou cabelos brancos, mas também para possibilitar às
pessoas a escolha de envelhecer melhor, sem sofrimento com doenças
degenerativas.

Alguns cientistas acreditam que podem encontrar a chave para a imortalidade
humana através de estudos dos processos celulares que levam ao envelhecimento.
É o caso de Aubrey de Grey, doutor pela Universidade de Cambridge (Reino
Unido).

Em 2009, ele criou uma fundação na Califórnia (Estados Unidos) para se dedicar
exclusivamente aos estudos do envelhecimento, a Sens -sigla para
“estratégias para engenharia do envelhecimento negligenciado”.

Suas pesquisas apresentam uma proposta tecnológica contra o envelhecimento:
“Reparar o dano acumulado causado pelo próprio corpo em seu funcionamento
pode ser bem mais fácil que prevenir o dano”.

Em entrevista à
Folha, ele disse que, na sua opinião, o envelhecimento é
apenas uma doença para a qual ainda não encontramos cura.

Alguns duvidam de sua sanidade e em 2005 a “Technology Review”,
publicação do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados
Unidos, ofereceu US$ 20 mil a qualquer biólogo que conseguisse demonstrar que a
tese de Aubrey de Grey estava “tão errada que nem precisava ser
debatida”.

Ninguém ganhou o prêmio até hoje, sete anos depois.

Alexandre Busse, geriatra do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, diz que o
biomédico está distante da realidade. “Nem nós, nem qualquer ser vivo está
perto de reverter os processos de envelhecimento. Ainda que possamos reverter
todos os processos celulares, provavelmente nosso corpo ainda continuaria
envelhecendo por motivos que desconhecemos.”

O médico também afirma que, mesmo que tenhamos redisposição genética para viver
muito, viver bem é o mais importante.

Sociabilização, convivência com pessoas de bom humor e prática de exercícios
físicos são boas técnicas para atrasar o envelhecimento com eficácia
científica, segundo o médico.

VIVER 150 ANOS

Já Sonia Arrison, 39, pesquisadora sênior do PRI (Pacific Research Institute,
Califórnia) sobre o impacto de novas tecnologias na vida humana e autora do
livro “100 plus” (Mais de 100), lançado em 2011 nos EUA e ainda sem
tradução no Brasil, tem uma proposta mais modesta que a de Aubrey de Grey.

Ela acredita que a pessoa que viverá 150 anos já nasceu.

Em entrevista à
Folha, Arrison disse que não tirou essa hipótese do nada.

“Olhando para áreas como engenharia de tecidos -em que já é possível criar
em laboratório órgãos humanos-, terapia genética e medicina personalizada, fica
claro que continuaremos a aumentar nossa expectativa de vida.”

A biologista molecular da Universidade de São Paulo, Eugênia Costanzi, acredita
que Arrison está certa.

“O indivíduo de 150 anos já nasceu mesmo. Se a ciência continuar nesse
ritmo, as crianças terão esse novo arsenal de drogas biológicas, biofármicos,
engenharia genética, células-tronco, transplante celular, terapia gênica”,
afirma a professora.

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