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Crescimento contínuo no mercado de planos de saúde

Desde que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o reajuste de 9,65% para os planos de saúde individuais em junho último, as discussões em torno desse mercado vêm crescendo. No último dia 20, a Gazeta do Povo publicou reportagem com o panorama dos reajustes da ANS, que ficaram 50% acima da inflação acumulada dos últimos 15 anos (223,8% dos planos contra 149,2% do IPCA). Ao lançar um olhar de negócio sobre a saúde, é preciso ter em mente que a obtenção de lucro é algo saudável e justo para empresas privadas, mas este setor dever ser revestido de um aguçado senso de justiça e não estar encerrado em seus próprios interesses. Deve sim ser um serviço “aberto ao bem e à utilidade de muitos”, como disse dias atrás nesse espaço, quando falávamos sobre educação. Assim, vejamos as oportunidades desse setor através dos números.

Segundo o Caderno de Informação de Saúde Suplementar de dezembro de 2013, o número de beneficiários chegou a 49 milhões de pessoas (assistência médica com ou sem odontologia). Isso proporcionou uma receita de R$ 79,9 bilhões às quase 1.500 operadoras ativas no país. Em 2004 eram cerca de 33,8 milhões de beneficiários, o que mostra um crescimento acumulado de 45% em número de beneficiários no período. Isso sem contar os outros 19,5 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos.

No Paraná

O Paraná possui cerca de 2,6 milhões de beneficiários, o que representa 39% da Região Sul. Em planos exclusivamente odontológicos o estado se destaca, ficando com 53% dos beneficiários do Sul, chegando a 1 milhão de pessoas. Esses números colocam o estado em quinto lugar no ranking nacional em número de beneficiários. A grande maioria dos beneficiários de planos de saúde está na modalidade empresarial e coletiva, cerca de 82%.

Segundo Mauro Manzano, gerente comercial da Equatorial, especialista na venda de planos de saúde e odontológico para o mercado empresarial, há um forte apelo na contratação desse tipo de benefício junto aos empresários. Eles percebem o impacto positivo no negócio através da redução dos pedidos de demissão (turnover) e do absenteísmo. No primeiro caso, tornando a empresa mais atraente em um mercado com mão de obra escassa. No segundo caso, diminuindo o tempo de ausência dos funcionários se comparado àqueles que se dirigem ao atendimento pelo SUS, o que beneficia diretamente a produtividade da empresa, sobretudo aquelas intensivas em mão de obra, como call centers e indústrias.

Os gastos estimados das famílias com despesas de saúde ficam em torno de R$ 4,8 bilhões para 2014, segundo os estudos IPC Maps, onde cerca de 80% são atribuídos à classe AB, mostrando serviços ainda muito elitizados, havendo oportunidades de desenvolvimento de ofertas mais adequadas às outras classes econômicas, desde que atendam às regras da ANS. Os estudos Marplan (Consolidado 2013) mostram que existem cerca de 445 mil pessoas de classe AB com 18 anos ou mais somente na Grande Curitiba, que ainda não possuem planos de saúde.

Fonte: Gazeta do Povo

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