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Despesas assistenciais de operadoras crescem 133,8% em 5 anos

As despesas das grandes operadoras no Brasil cresceram 133,8% em cinco anos (de 2007 a 2012), segundo informou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). O cálculo considera os dados mais recentes da Agência Nacional de Saúde (ANS). No ano passado, os gastos com consultas, exames e internações entre outros ficaram em R$ 30,1 bilhões.

O crescimento nas operadoras e seguradoras de grande porte associadas à FenaSaúde é maior do que a do mercado como um todo. Considerando-se todas as operadoras em atividade, incluindo cooperativas e medicina de grupo, foram R$ 78,8 bilhões gastos, alta de 91,2% no período.

De acordo com o diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin, a alta das despesas das companhias associadas é maior porque as seguradoras especializadas em saúde são obrigadas a oferecer reembolso a clientes que se tratem em clínicas não associadas. Isso não acontece com outros tipos de operadoras.

A maior parte dos gastos vem das internações. As operadoras de grande porte despenderam em média R$ 985,48 por beneficiário internado no ano passado, aumento de 20,9% na comparação com 2011. Cechin destaca que recentemente tem havido uma recomposição de margens por parte dos prestadores, com alta de honorários médicos além de uma “caminhada na direção do uso mais frequente de dispositivos cada vez mais caros”. As despesas com materiais médicos são 24,7% do custo das internações.

Como parte de uma solução possível para a escalada de custos, Cechin destaca um projeto piloto em curso que altera a forma como as operadoras hoje pagam hospitais pelos tratamentos oferecidos.

“A conta médica costumava ter centenas de itens e operadoras e hospitais estão caminhando para aglutinação de contas num numero menor”, comenta. Outro caminho em teste é a definição de um preço fixo por tipo de procedimento. Por uma cirurgia, a operadora pagaria um valor previamente acordado e caberia ao hospital gerir seus recursos como uso de materiais, por exemplo. Não há uma data para que os sistemas hoje em teste passem a vigorar, mas Cechin acredita que “na medida em que se produzir bons resultados, automaticamente a proposta vai ser espalhada”.

A FenaSaúde informou ainda que as 15 companhias associadas realizaram 371 milhões de procedimentos entre internações, exames, consultas, terapias, atendimentos ambulatoriais e procedimentos odontológicos. O número é 10,5% maior que o registrado no ano anterior e reflete um aumento real na procura por procedimentos médicos, já que o ano de 2012 encerrou com retração de 2,9% no número de beneficiários de planos de assistência médica. Entre as associadas estão empresas como a Amil, a Bradesco Saúde, a Porto Seguro e a Odontoprev.

Cechin lembra que dados assistenciais sobre as operadoras no primeiro semestre de 2013 só serão divulgados em setembro pela ANS. Ainda assim, ele destaca que não há razões estruturais para acreditar numa mudança da tendência de elevação da utilização e da alta de despesas em saúde. “Não há nada num horizonte de cinco ou seis anos que mude essa tendência”, completou.

Fonte: R7

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