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Diminui aumento de beneficiários dos planos

No terceiro trimestre de 2011, o número de beneficiários dos planos de saúde alcançou 47 milhões, crescimento de 0,2% em relação ao trimestre anterior, conforme o Caderno de Informação da Saúde Suplementar divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A taxa de crescimento de 5,5%, no acumulado em 12 meses, retornou para números próximos à média verificada entre janeiro de 2005 e setembro de 2011 (5,3%).

“O número de beneficiários em planos coletivos continua crescendo a taxas acima
da média do mercado, porém com diminuição de ritmo. Vale destacar que o  crescimento do número de beneficiários havia alcançado 9,3% ao ano em março de
2011 – período marcado pelo aquecimento da economia do país”, analisa Luiz Augusto Carneiro, superintendente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar  (Iess).

Segundo o Iess, o decréscimo de 0,3% de beneficiários de planos médicos individuais, no terceiro trimestre de 2011, recém-divulgado pela ANS, reflete o momento  conômico. No mesmo período, a renda média real da população ocupada teve variação muito próxima de zero, em relação ao segundo trimestre de 2011 (0,02%), reflexo da taxa de inflação, que compromete a renda disponível.

A faixa etária de 19 a 59 entre os beneficiários de planos de saúde é a que mais cresce 6,6% nos últimos 12 meses, impulsionada pelo crescimento dos planos coletivos empresariais. A faixa de 0 até 18 anos tem perdido representatividade relativa, apesar do crescimento em número absoluto constatado recentemente pela ANS: 3,4% nos últimos 12 meses. E a faixa a partir de 59 anos, com crescimento de 4,1%, tem mantido sua representatividade relativa.

Outro destaque do Caderno é o Rio de Janeiro, único estado brasileiro com
crescimento maior de planos de saúde no interior. Conforme os dados, 71,5% dos
beneficiários de planos de saúde se concentram nas regiões de maior atividade
econômica do país, como capitais e regiões metropolitanas. Dentre os estados
compreendidos na pesquisa mensal do emprego do IBGE, o Rio de Janeiro é o único
cujo interior ganhou proporcionalmente mais beneficiários de planos de saúde do
que a região metropolitana (9,3% contra 4,5%). “Esta interiorização do mercado
de saúde suplementar é fruto do desenvolvimento econômico no interior do
estado. São destaques de crescimento no número de beneficiários as cidades do
sul fluminense, como Barra Mansa (13,5%) e Volta Redonda (8,9%), pólos de
indústria siderúrgica, e Macaé (13,1%), na região petrolífera”, afirma Luiz
Augusto.

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