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Gestores de Saúde Suplementar debatem novas tecnologias

A incorporação de tecnologias na Saúde Suplementar permeou os debates com participação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) no 18º Hospital Business. O evento, que aconteceu nos dias 23 e 24 de outubro, no Rio de Janeiro, reuniu gestores, administradores, médicos e empresários do segmento.

José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, participou do Talk Show “Assistência Médica Hospitalar Suplementar – dilemas, desafios e paradoxos”, junto a Antônio Jorge Kropf, diretor de Assuntos Institucionais da Amil; Bruno Sobral, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); e Gonzalo Vecina Neto, superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês.

Durante o painel, Bruno Sobral defendeu que as incorporações de novos procedimentos de cobertura obrigatória pelas operadoras sejam feitas sempre via atualização do Rol da ANS, devido à possibilidade de debater as mudanças junto aos entes do setor. Mas ponderou que as incorporações tecnológicas devem passar por apurações mais aprofundadas. “É preciso atender à demanda da sociedade, analisando o que, de fato, agrega valor. É importante a instauração de um órgão que faça a avaliação das tecnologias que serão incorporadas. Pode ser caro, difícil, mas é importantíssimo. É dever da sociedade dar racionalidade a esse processo”, afirmou.

A opinião foi compartilhada pelos demais presentes. José Cechin ressaltou que a inflação médica no Brasil e a ampliação de coberturas do Rol de Eventos e Procedimentos em Saúde da ANS aumentam a distância entre os custos assistenciais das operadoras de saúde e a inflação geral de preços, que serve de referência para o orçamento de famílias e empresas. “É fundamental que se promovam mudanças estruturais que assegurem a sustentabilidade do segmento, disciplinando, em especial, as incorporações acríticas de novas tecnologias. O sistema de Saúde Suplementar precisa de uma nova instância que analise a entrada de inovação tecnológica na área de saúde, conforme o custo-benefício de tais incorporações”, analisou o diretor executivo da FenaSaúde.

Antônio Kropf lembrou que vários países já vêm lidando, na última década, com os desafios de sustentabilidade financeira e técnica na área da Saúde, caso de Alemanha, Reino Unido, França e Canadá. O diretor de Assuntos Institucionais da Amil também sinalizou que uma importante medida no sentido de manter um sistema sustentável é combater o consumo desnecessário e o desperdício dos recursos em saúde.

No segundo dia de evento, Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde, participou do talk show “O desafio da Acreditação, do Programa Qualiss e seu impacto no Sistema Suplementar de Saúde Brasileiro”. Moderado por Afonso José de Matos, diretor-presidente da Planisa, o debate contou também com a participação do diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na ANS, Leandro Reis Tavares, e Carlos Figueiredo, diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

Leandro Tavares, diretor da ANS, ressaltou que a acreditação e o programa Qualiss têm entre seus objetivos estimular a competição, ao permitir que o consumidor tenha um maior poder de escolha, comparando as redes disponíveis por meio de indicadores objetivos. A importância do programa também foi compartilhada pelos demais presentes. O diretor executivo da Anahp ressaltou que o próprio engajamento dos hospitais ao Qualiss já foi suficiente para mudar processos, rever rotinas e mexer com a infraestrutura das instituições, que precisaram organizar-se para reportar indicadores.

O presidente da FenaSaúde afirmou que o setor de Saúde Suplementar vive um momento grave, sofrendo críticas amplificadas pela mídia, e ressaltou que o avanço dos custos médios e frequências assistenciais não tem precedentes nos últimos 10 anos. “A introdução acrítica de tecnologias e novos materiais e medicamentos tem grande responsabilidade por esse estado de coisas. Apenas as operadoras são reguladas e, caso a cadeia produtiva da saúde não encontre alternativas mediante câmara setorial, seria melhor refletir sobre uma regulação mais ampla de todos os segmentos”.

Marcio Coriolano defendeu também uma progressão do Qualiss a curto prazo, para medir a resolução da assistência, com parâmetros de custo-benefício e custo-efetividade. O presidente da Federação também sinalizou a necessidade de desenvolvimento de políticas governamentais ativas de incentivos para as operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços melhor avaliados, reforçando, ao final, a importância da inclusão de toda a cadeia produtiva da Saúde Suplementar nos programas e regulações do setor.

O evento foi promovido pela Federação de Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FEHERJ) e teve como tema central “O impacto regulatório na qualidade assistencial e na sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”.

Fonte: Fena Saúde

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