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O número crescente de brasileiros com planos de saúde preocupa os hospitais privados, que têm apresentado dificuldades financeiras para investir na melhoria do atendimento aos pacientes. A previsão para os próximos anos é de um gargalo ainda mais estreito. Enquanto a quantidade de usuários cresceu 18% entre 2009 e 2013 – passou de 42,6 milhões para 50,3 milhões -, o número de leitos aumentou apenas 5%. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) projeta que, caso o crescimento da demanda aumente no mesmo nível registrado entre 2012 e 2013 – cerca de 4,6% -, serão necessários R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2016.

Endividados ou com problemas para manter a rentabilidade há uma década, os hospitais particulares estão pouco otimistas em relação a receber ajuda externa. Neste ano, Anahp e federações tentaram emplacar, sem sucesso, a inclusão do segmento no pacote de desoneração da folha de pagamento do Programa Brasil Maior, do governo federal, que já beneficiou 56 setores desde 2011. “Estamos buscando uma discussão com governo e outros setores sobre desoneração tributária e facilidade de crédito, mas até agora não conseguimos nada”, resume o presidente da Anahp Francisco Balestrin, também diretor do grupo Vita.

Se a situação continuar assim, é possível que mais hospitais tenham de aceitar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para ganhar escala e restringir contratos com planos de saúde, optando pelos de remuneração mais conveniente. Para usuários de planos, isso pode significar mais filas e dificuldade para achar atendimento. Extraoficialmente, o cenário atual incentiva os hospitais a buscar novas fontes de renda que são polêmicas entre os usuários, como a cobrança de tarifa nos estacionamentos.

Desatualização

A inauguração de novas tecnologias de medicina no país, papel tradicional dos hospitais privados, pode se tornar mais lenta, diz Balestrin. “Com o tempo, se não houver remuneração [no caso, aumento dos valores contratados pelos planos dos hospitais], você não consegue se manter up to date [atualizado]. É um medo do mercado. Se não encontrarmos alternativa, ele entrará em decadência”, sentencia.

Já antiga, a queda de braço financeira entre hospitais e planos de saúde por remuneração ganhou patamar diferente no ano passado. O impasse na negociação de contratos – os hospitais alegam custos que superam a correção pela inflação, proposta clássica dos planos – fez com que a rede de atendimento de certos planos reduzisse a ponto de ser sentida pelo consumidor. Na tentativa de resolver o problema, foi criada a Lei Federal 13.003, que entra em vigor no fim de dezembro. A norma exige que contratos com prestadores de serviços sejam feitos e renovados por escrito, com garantias de atendimento para o usuário.

Fonte: Gazeta do Povo

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