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Investir em hospitais é alternativa para autogestões

A maioria das autogestões possui rede própria para atendimento ambulatorial, a novidade é que o investimento em hospitais tem se mostrado uma alternativa para a rentabilidade do negócio Investir em hospitais é alternativa para autogestões

As autogestões, operadoras de saúde sem fins lucrativos, nasceram e se fortaleceram dentro do propósito de preservar a assistência à saúde sob a gestão direta dos empregadores e beneficiários. De acordo com a União das Instituições de Auto-Gestão em Saúde (UNIDAS), elas representam 11% do total de beneficiários do sistema de saúde suplementar e, no ano de 2012, apresentaram uma receita total de R$ 10,52 bilhões.Atualmente existem 214 peradoras com este modelo no País, sendo 10 de grande porte (mais de 100 mil beneficiários), 32 de tamanho médio (de 20 mil a 100 mil beneficiários) e 154  pequenas  (abaixo de 20 mil beneficiários). “Essas operadoras atuam em todos os estados e praticamente em todos os municípios brasileiros, pois onde temos um servidor público neste País, temos um beneficiário de autogestão”, conta a presidente da Unidas, Denise Eloi.Com um modelo de negócio baseado na promoção de saúde e prevenção de riscos, a maioria das autogestões que possui rede própria tem unidades de atendimento ambulatorial.

“São redes de assistência organizadas para fortalecer a atenção primária, premissa da autogestão, onde conseguimos resolver cerca de 80% das demandas clínicas”, pontua Denise, reforçando que equipes multidisciplinares integram os programas próprios das operadoras. Para a presidente da entidade, a verticalização com investimentos em hospitais próprios é uma tendência de mercado. “Mas ainda temos muito a desenvolver nesse sentido”, sinaliza.Isso porque as autogestões ainda apresentam um alto índice de sinistralidade. O segmento apresentou uma sinistralidade (percentual do total da receita da operadora comprometido com despesas assistenciais) de 93,9% em 2012, bem acima da média do setor, que foi de 85%. “Isso ocorre porque a autogestão não reajusta suas mensalidades dentro das mesmas regras das operadoras de mercado e prioriza a utilização dos seus recursos na assistência a saúde, sem distribuir lucros”, justifica Denise.

Para o consultor Horácio Cata Preta, a sinistralidade crescente das autogestões está associada aos custos dos eventos médicos e hospitalares, à contínua inovação tecnológica e ao descompasso entre a demanda e a disponibilização desses procedimentos na rede credenciada a preços suportáveis pelas entidades. “São poucas as operadoras de autogestão com rede própria e o fato de constituírem um grupo sem muita força de negociação, diferentemente das cooperativas médicas, medicinas de grupo e seguradoras, torna-as reféns dos prestadores de serviços que não raro lhes impõem condições financeiras mais onerosas, pois o volume de atendimentos aos beneficiários de autogestão é muito inferior às demais operadoras”, argumenta.Segundo a presidente da Unidas, a autogestão é o melhor modelo para a prestação de assistência à saúde, especialmente para a saúde corporativa, pois consegue integrar a saúde assistencial com ações de saúde do trabalhador. “As empresas vão entender que não existe outro caminho senão prestigiar ações de prevenção de riscos e promoção à saúde de seus empregados e familiares.

Assim, teremos naturalmente pessoas saudáveis, felizes e, por outro lado, empresas produtivas e lucrativas”, acredita. Dados da associação apontam que as autogestões têm mais de 20% de seus beneficiários com idade acima de 60 anos, portanto, já trabalham, em 2013, com um perfil etário com o qual o Brasil só vai conviver efetivamente daqui a 20 anos. “Isso fez com que as autogestões começassem a investir em promoção da saúde e a prevenção de doenças há mais de trinta anos. Também temos que insistir na necessidade de revisão do modelo de remuneração de serviços hospitalares e estudar alternativas para promover mudanças na cadeia produtiva de materiais de alto custo e medicamentos, que tem se mostrado um grande problema para o sistema de saúde”, sinaliza Denise.

Sob demanda

A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) entregou no último mês a primeira fase do projeto de ampliação e modernização do Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, Minas Gerais. Com um aporte de R$ 28,5 milhões, o hospital conta agora com um novo pronto-socorro e a criação de uma nova Unidade de Terapia Intensiva. Referência para uma população de mais de 785 mil habitantes no Leste Mineiro, o hospital, que surgiu inicialmente para atender aos beneficiários da Usisaúde (autogestão da Usiminas), agora é o terceiro do estado em número de internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital começou com 50 leitos e 150 colaboradores.

Mas ao longo do tempo houve a necessidade de expandir e incorporar serviços, além de atender novos clientes, a fim de garantir a sustentabilidade. É o que conta o diretor executivo da Fundação São Francisco Xavier, Luís Márcio Araújo Ramos.  “O processo de regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, determinando prazos e processos, acelerou o nosso plano diretor de expansão, para garantir que o atendimento dos prazos e ter um serviço qualificado”.

Quando começou a atividade siderúrgica em Minas Gerais nos anos 60, a Usiminas instituiu a autogestão para a saúde de seus colaboradores. Na mesma década, a empresa estruturou a Fundação, estruturando o pilar social com o colégio e o hospital. “A ideia era garantir a atração de mão de obra qualificada e suas famílias de forma digna”, lembra.

O tempo passou e em 1992, a fundação criou um plano de saúde próprio para atender não somente os colaboradores da Usiminas, como também a população em geral e hoje já são 142 mil vidas. “O que era autogestão virou operação de plano de saúde. Essa mudança ocorreu porque a fundação desenvolveu expertise na área de saúde em função do hospital. A Usiminas entendeu que seria mais adequado a Fundação gerir o plano de saúde, já que isso não era seu core business”, explica.

Com recursos provenientes da operação do plano de saúde, da Usiminas e do SUS, a entidade mantém uma estrutura administrativa enxuta e se apoia em sistemas de gestão para garantir a eficiência dos recursos. “A gestão dos nossos negócios foi inspirada no modelo da indústria. Temos uma relação de custo-benefício melhor. A nossa precificação é cerca de 30% menor do que as outras operadoras da região. Trabalhamos no sentido de integrar as ações da operadora com a saúde ocupacional da empresa”, diz.De acordo com o executivo, a Usiminas atua de forma integrada com o plano de saúde. Exemplo disso é o programa “Atitude rima com Saúde”, que conta com 12 projetos de promoção à saúde com foco em áreas mais estratégicas, como gestantes, asma infantil, doentes crônicos, hipertensão, tabagismo, etc. “Neste programa o médico da saúde ocupacional identifica o perfil e encaminha para o programa do plano de saúde que melhor se aplica”, conta.  Para Ramos, investir em rede própria é muito mais econômico. “O custo médio das internações feitas no hospital próprio é cerca de 30% inferior em relação ao custo médio de outros hospitais da região”, compara.

Atendimento e resultado ampliados O Sepaco surgiu com o objetivo de atender as necessidades de saúde dos colaboradores da indústria papeleira, bem como a de seus dependentes. Em 2000, a instituição decidiu abrir as portas também para operadoras de saúde e pacientes particulares como forma de aumentar os resultados.

Dessa forma, o Sistema Sepaco de Saúde passou a atuar em duas frentes de negócios:Hospital: filantrópico, inaugurado em 1979. Voltado para atender alta complexidade, conta com mais de 220 leitos, sendo 73 de UTI (40 adulto e 33 neo infantis) e com uma área de hemodinâmica e um centro de oncologia próprio.Autogestão: por meio de uma operadora destinada ao gerenciamento da saúde dos colaboradores e beneficiários das empresas do setor papeleiro, disponibiliza além do Hospital, as unidades ambulatoriais próprias em diferentes regiões, com atividades integradas.

Conta ainda com uma ampla rede credenciada e várias ações voltadas para a medicina preventiva.De acordo com o superintendente de Operadora de Saúde e Marketing do Sepaco e diretor de comunicação da Unidas, Marcos Neles Anacleto, o atendimento aos beneficiários é feito por meio de recursos médico-hospitalares próprios (Hospital e Centros Médicos Sepaco) e credenciados. “Constantemente realizamos estudos criteriosos com geoprocessamento de dados para adequação da rede existente e expansão de novas unidades”, explica. Para o executivo, a sustentabilidade da entidade deve-se à alta complexidade, a um plano diretor de crescimento e à qualidade nos serviços prestados. “A consequência disso, neste tipo de gestão, é a redução nos custos”, pontua.

Mas o executivo antecipa que as autogestões estão em constante movimentação para inovar na operação. “A estrutura do Sepaco está aberta parcialmente para ser compartilhada com outras autogestões, já que parte de seus negócios estão destinados para atendimento particular e de operadoras de saúde”, exemplifica.

Hospital Sepaco
• Nº de vidas atendidas – papeleiros: 70 mil, sendo 9 mil de aposentados
• Nº Total de Leitos: 233• Nº de Leitos – UTI: 73 (sendo 33 neo infantis)
• Corpo Clínico Fixo: 400 médicos

Indicadores das atividades (média mensal)
• Taxa de infecção hospitalar: 2,5%
• Taxa média de ocupação: 87%
• Nº de cirurgias do Hospital Sepaco: 750
• Número de atendimentos no PA: 9.500
• Exames de imagens: 7.000
• Exames laboratoriais: 44.000
• Exames de hemodinâmica: 100
• Internações: 1.100

Autogestão
• 11 unidades próprias
• Prestadores credenciados diretos: aproximadamente 1.800;
• Medicina preventiva e atendimento a pacientes crônicos
• Projetos de bem-estar e conscientização
• Planos: básico e executivo de alto padrão;
• Resgate aero médico;
• Plano odontológico
• Home care
• Gestão da saúde de beneficiários de mais de 230 empresas

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