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O futuro dos planos de saúde

Vamos falar do futuro dos planos de saúde, tema que preocupa o setor médico e a população em geral. Dados divulgados recentemente pelo IBGE, demonstram o crescimento da longevidade do Brasil, que está deixando de ser um país jovem e deve aumentar cada vez mais os gastos com saúde nos próximos anos. Para o setor, as regras atuais, os novos procedimentos e o envelhecimento da população
geram ansiedade por um resultado imprevisível, que muito provavelmente pode ser negativo, já que as carteiras das operadoras de planos de saúde irão envelhecer.

Este processo de envelhecimento nos faz pensar que os gastos com assistência médica podem tornar-se muito altos em breve, se medidas preventivas não forem implantadas agora. O crescimento do setor esbarra no limite que a população e as empresas têm em incorporar estes gastos no futuro. Por isso, as operadoras devem centrar desde já seu foco nas pessoas e qualidade de vida que pode ser oferecida, para proporcionar saúde às pessoas, evitando a ocorrência de doenças. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer estimular a
concorrência entre os planos de saúde, premiando a eficiência daquelas empresas que invistam em programas de promoção e prevenção da saúde.

Outro ponto em estudo é o incentivo ao chamado “envelhecimento ativo do idoso”, em que o cliente que participa de programas de prevenção poderia ter abatimento na mensalidade, já que as chances de usar o convênio seriam reduzidas. Dentro de 45 anos, o Brasil terá cerca de 56 milhões de pessoas com mais de 60 anos, ou seja, mais ou menos 22,4% da população total. Como o Brasil está deixando de ser um país de jovens e a longevidade vêm crescendo, os gastos com assistência médica podem subir bastante se medidas preventivas não forem implantadas agora. Será quebrada a lógica do seguro, segundo a qual os jovens, que custam menos em termos de assistência médica suplementar, garantem o atendimento aos idosos, que oneram mais as operadoras.

Para reverter este quadro, é necessário mudar o foco das operadoras, agora voltadas para doença e tratamento. O novo foco deve ser a pessoa, centrado na qualidade de vida que se pode oferecer aos clientes. Isto não significa apenas investir em medicina preventiva para cuidar daqueles que já têm doenças, mas, sobretudo, eleger as pessoas como foco principal do negócio e oferecer-lhes qualidade de vida superior, educação, entretenimento e saúde, evitando a ocorrência de doenças. Esta premissa permitirá equilíbrio das carteiras de
usuários das OPS, pois sua receita poderá ter planejamento muito mais voltado para prevenção que tratamento.

É importante contar com as novas ferramentas para suportar o contínuo aumento nos custos. Existem empresas seguradoras que estudam produtos de seguro, tais como o resseguro, para garantir a saúde financeira das operadoras, diminuindo a necessidade da reserva técnica e com isso direcionar os investimento para a melhoria da assistência de saúde.

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