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Planos de saúde parasitam o SUS

A definição é do economista Carlos Octávio Ocké-Reis, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que está lançando SUS: o desafio de ser único, (Editora Fiocruz).Na publicação, o economista defende uma regulação “menos frouxa” para as empresas de planos de saúde e o fim dos subsídios ao setor como melhor caminho para corrigir a distorção.

“O SUS é fundamental para a desconcentração da renda. No entanto, estamos subsidiando um setor altamente lucrativo, o mercado de planos de saúde”, critica, lembrando que, somente em 2011, as empresas privadas vendedoras de seguros saúde tiveram lucro líquido de R$ 4,9 bilhões, enquanto o subsídio estatal chegou a R$ 7,7 bilhões, defendendo o uso desta quantia num uso estatal para financiar o SUS.

“Além de superar o lucro das empresas, o valor do subsídio representa 10% do faturamento de um mercado oligopolista no qual não existe controle de preços, sobretudo nos planos coletivos”, reclama.Para ele, o país ainda está longe de um sistema de saúde universalizado, daí ser necessária manter o serviço complementar, mesmo privado. Mas para tanto, o Estado deve cumprir seu papel de regulador e fiscalizador.

“É difícil pensar apenas no SUS para atender a um setor tão importante da economia popular. No entanto, menos subsídio e mais recursos para o SUS faria o peso do mercado diminuir. O desafio – que está longe de ser conjuntural – é reconstruir a base social de apoio ao SUS enquanto projeto civilizatório. Isto é, o desafio da sustentação política de um projeto nacional, universalizante e igualitário em uma sociedade colonizada, hierárquica e desigual.”

Fonte: Jornal Monitor Mercantil

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