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Nos últimos tempos, parece que havia se instalado nas mídias um novo esporte com apenas um time: o de algumas ONGs que afirmavam falar em nome do conjunto de consumidores de planos e seguros de saúde privada.

E falavam muito mal, com o coro de sua torcida, formada por simpatizantes afoitos, que professam ideologia contra a iniciativa privada no provimento da assistência à saúde da população.

Pois bem, agora deixaram que uma amostra de 17 milhões de beneficiários de planos de saúde, de um universo de 50 milhões de clientes de planos médicos, fosse ouvida, sem intermediários, sobre sua avaliação, sua experiência e suas expectativas a respeito de serviço tão fundamental para a vida e o cotidiano do cidadão brasileiro.

E o resultado confirma o que as operadoras privadas já consolidadas do setor de saúde suplementar tentam esclarecer à sociedade com o restrito espaço de que dispõem, face à receptividade que o esporte monopolista vinha ganhando.

O resultado é, no mínimo, satisfatório. Sim, porque o atributo “satisfação”, para um serviço que custa caro no mundo todo e tem tamanha sensibilidade emocional, social, política e econômica, ganha expressão de aprovação.

A fonte é insuspeita. A pesquisa, em amostra formada por 89 empresas que se voluntariaram, representando 25% dos beneficiários, vem da agência reguladora, a ANS, que submeteu e ainda vem submetendo, há 14 anos, o setor privado de planos de saúde a uma dura prova de esforço de adaptação, à qual vêm sucumbindo muitas operadoras.

Os resultados da pesquisa apontaram que 89% dos entrevistados haviam utilizado serviços do plano no último ano (os dados foram coletados entre agosto e novembro de 2012). E 85% recomendariam seu plano de saúde para outras pessoas.

Cerca de 72% disseram-se “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com o plano contratado e 73% avaliaram a qualidade dos serviços prestados pela rede (dos hospitais, laboratórios, consultórios e clínicas credenciados pelo plano de saúde) como “satisfatório” ou “muito satisfatório”. Do total de entrevistados, 65% manifestaram que os serviços oferecidos pelo plano superaram as suas expectativas.

É evidente que ainda há muito o que ser aperfeiçoado. É assim em qualquer setor de atividade, mormente neste, que tem como missão, e dever, lidar com o bem e a expectativa mais preciosos para o ser humano: sua saúde e o sentimento de proteção contra doenças. As próximas pesquisas dirão sobre o progresso do segmento.

Espera-se que o jogo fique agora equilibrado. É salutar para o consumidor que ele possa livremente professar sua avaliação e escolhas. Enquanto continuar podendo falar e fazer comparações, sem generalizações, ideologias e intermediários, o beneficiário dos planos e seguros poderá ser protagonista de sua própria história. Já se sabe que ele não torce por um só time.

Fonte: Folha de São Paulo

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