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Permanecem sem solução os problemas de saúde dos servidores federais. A julgar pelas propostas na mesa e a omissão das autoridades responsáveis pelo setor, no Ministério do Planejamento, apresentam-se duas opções: procurar os planos privados do seguro saúde ou caminhar para a vala comum do SUS, passando pelos escombros do que resta da Fundação de Seguridade Social-GEAP, que ainda
tem uma clientela de 624 mil pessoas.
Dos anos de gestão do PT na saúde do trabalhador o que restou foram saudades, cinzas e SUS. Ninguém imaginava isso.

No Ministério do Planejamento, há inclusive o Departamento de Saúde, Previdência e Benefícios do Servidor-Desap, ligado à Secretaria de Recursos Humanos (SRH-MP), com muitos Grupos de Trabalho, reuniões ,comitês, conferências, etc.

Antes do PT governo como era: os servidores tinham planos de saúde, pagos pelo governo.

Os servidores do Banco do Brasil tinham a Cassis, se quisessem, e os servidores do Trabalho, da Previdência e da Saúde tinham a GEAP, mantida com recursos do governo, dos servidores, que também pagavam participação sobre exames, procedimentos e clinicas. Uma pequena parcela dos servidores da Saúde tinha a Capfesp e da Fazenda a Assefaz.

As duas entidades são tidas como de auto-gestão. A GEAP com a desgraça de ter seus dirigentes indicados pelo governo de plantão. Sob a alegação que a massa velha, com seus altos custos ameaçavam seu financiamento, abriram as portas para outras 55 instituições com uma clientela mais nova, portanto com menores necessidades de atendimentos.

O governo do PT meteu os pés pelas mãos e , no primeiro momento, anunciou a criação de um Geapão para abrigar todos os servidores. O projeto ruiu como um castelo de cartas. Foi incinerado.

Neste momento, pós-mortem do Dr. Duvanier, associado da GEAP que não foi atendido nos hospitais que não aceitaram as condições da GEAP para fazer convênio, temos objetivamente uma massa de 1.2 58 mil servidores (630,5 mil ativos, 377,7 mil aposentados e 250,5 mil instituidores de pensão – excluindo-se seus familiares, perdidos no mundo, sem pai, sem mãe, vagando no espaço brasileiro à espera de melhores dias!. Fora deles os 625,6 mil militares, entre ativos, reformados e instituidores de pensão e seus familiares. Todos tem medo do SUS, dos hospitais públicos, de tudo que é público, apesar da dinheirama despejada descontroladamente nas unidades privadas,
estaduais, municipais, cooperativas, santas casas, universitários, fundações, ONGs.

A GEAP continua o caos. Há nove anos que está em crise. Não vislumbro nada em curso para que os servidores tenham dignidade no atendimento. Prevalece a determinação de encaminhar todo mundo para o SUS que pode ser uma solução justa, democrática, socialista, mas é desumana.

Nós da ANASPS temos na lembrança uma GEAP eficiente lá atrás, quando seus recursos para a saúde eram aplicados em saúde. Não aceitamos o SUS como alternativa. O Estado tem o dever de se preocupar com a saúde de seus servidores.

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