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Após a longa greve ocorrida em 2011, falta de anestesistas se torna dilema para hospital
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC) quer transferir as cirurgias de
baixa e média complexidade para outros hospitais estaduais da região. O
objetivo é desafogar o número de cirurgias em espera e ajudar a por em dia as
cirurgias adiadas por conta da greve dos médicos-assistentes, que durou de
junho a dezembro de 2011.
O superintendente do HC, Marco Felipe de Sá diz que mesmo sendo um hospital
terciário, muitas cirurgias de casos de baixa e média complexidade são
encaminhados para lá.
“Essa transferência é independente dos resultados da greve. Fila de espera
para cirurgia sempre vai ter e tem em qualquer hospital”, diz Sá. Cerca de
três mil cirurgias ainda devem ser remarcadas por conta da greve.
O superintendente confirma a falta de anestesistas. Porém, cinco profissionais
foram contratados e devem começar a trabalhar em fevereiro. Um novo concurso
com outras seis vagas está aberto e as inscrições se encerram hoje.
Ao todo, o hospital tem 44 profissionais e deve chegar a 55 com o final das
contratações, o que o superintendente considera adequado, desde que os
anestesistas cumpram as escalas de plantões de 12h.

O drama da espera

A paciente Mara Batista da Silva, 50 anos, está afastada do trabalho há mais de
dois anos porque precisa de uma cirurgia no quadril que deveria ter sido feita
no primeiro semestre de 2011, mas foi adiada por conta da greve. No retorno
dessa semana, Mara diz que foi informada que a fila de espera é grande e ainda
não há previsão de quando ela deve passar por cirurgia.

“Cheguei a fazer os exames pré-operatórios e ai chegou a greve, meu
retorno é só para julho, vou esperar até lá sem data para a operação”,
conta Mara.

A paciente é moradora de Olímpia, teve artrite reumatóide e sofre de um
desgaste no osso e já chegou ao HC com necessidade de cirurgia há dois anos.
“Vivo a base de analgésicos, não há o que fazer, só a cirurgia.”

Greve terminou oficialmente há uma semana

A greve dos médicos-assistentes do HC de Ribeirão Preto começou no dia 29 de
junho do ano passado e terminou oficialmente na última segunda-feira, 23,
quando o acórdão da decisão do Tribunal Regional do Trabalho foi publicado no
Diário Oficial. Antes disso, em meados de outubro, vários médicos assistentes
já estavam trabalhando normalmente no hospital. O acordo foi realizado em
dezembro, no Tribunal Regional do Trabalho, e a publicação do acórdão não
alterou a rotina dos últimos dias.

Os motivos que levaram os médicos à greve foi o pedido de equiparação salarial
com os profissionais da Mater e do Hospital Estadual, que também são
administrados pelo Estado.

Apesar do tempo de paralisação, a categoria não teve as reivindicações
atendidas, mas o Tribunal considerou o movimento dos médicos legítimo.

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