
Nova versão do TISS exige revisão de sistemas e processos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou uma nova versão do Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) em julho de 2025. Com isso, os sistemas de troca de informações assistenciais das operadoras passam a ser diretamente impactados, especialmente na Representação de Conceitos em Saúde (TUSS) e no Componente Organizacional.
Leitura rápida
- A atualização do TISS amplia significativamente as tabelas assistenciais;
- As mudanças impactam diretamente sistemas de faturamento, auditoria e autorização;
- Operadoras precisam revisar integrações e padrões de envio de dados;
- O volume de novos termos aumenta a complexidade operacional.
Principais alterações
A nova versão trouxe mudanças significativas em três tabelas do padrão. Como resultado, há reflexos diretos na codificação, no envio eletrônico de dados e na consistência das informações assistenciais encaminhadas pelas operadoras.
Tabela 19 – Materiais e OPME
A atualização da Tabela 19 incorporou 14.301 novos termos, ampliando significativamente o nível de detalhamento na classificação de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME).
Com isso, aumenta o grau de padronização na codificação desses itens e reduz ambiguidades no envio de informações assistenciais, impactando diretamente processos como faturamento, auditoria e validação de procedimentos.
Tabela 20 – Medicamentos
A Tabela 20 passou a contar com 220 novos termos, refletindo a incorporação de medicamentos mais recentes ao padrão TISS.
Além disso, a atualização melhora a precisão na identificação e registro dos itens assistenciais, contribuindo para maior consistência nos processos de cobrança, auditoria e análise clínica.
Tabela 64 – Envio de procedimentos para a ANS
A inclusão de 14.521 novos termos na Tabela 64 amplia as possibilidades de categorização no envio de informações à ANS.
Por consequência, os processos de comunicação eletrônica passam a exigir maior aderência ao padrão, tornando indispensável a atualização dos sistemas utilizados pelas operadoras.
Ponto de atenção: o volume de novos termos exige validação técnica antes da implantação, especialmente em sistemas de autorização, faturamento, auditoria, integração com prestadores e envio de dados regulatórios.
O que as operadoras precisam fazer agora
- Mapear o impacto da atualização nas tabelas TISS utilizadas em faturamento, autorização e auditoria;
- Revisar integrações com prestadores e sistemas internos para evitar inconsistências na troca de dados;
- Validar regras de codificação e parametrizações antes da implantação em ambiente produtivo;
- Alinhar áreas técnicas, assistenciais e regulatórias para garantir consistência no envio de informações à ANS.
Atenção: Este comunicado tem caráter informativo e não substitui a leitura detalhada da norma publicada pela ANS.
Análise CTS Consultoria
A atualização do Padrão TISS não deve ser tratada apenas como mudança cadastral de tabelas. Na prática, ela exige revisão de sistemas, parametrizações, regras de validação e fluxos de troca de dados.
Além disso, envolve alinhamento entre áreas técnicas, assistenciais e regulatórias, garantindo consistência no envio de informações à ANS.
Por fim, o principal risco para as operadoras está na implantação parcial ou desalinhada, já que inconsistências na codificação podem impactar faturamento, auditoria, glosas e relacionamento com prestadores.
Fontes e referências
Como sua operadora está se preparando?
A CTS Consultoria apoia operadoras de planos de saúde na análise regulatória do Padrão TISS, revisão de fluxos internos, adequação de sistemas e avaliação dos impactos operacionais relacionados ao envio de informações assistenciais à ANS.
