
Muito além das cores: o que o Fevereiro Roxo e Laranja exigem de nós
O calendário da saúde reserva o mês de fevereiro para o debate de temas de alta relevância: as campanhas Fevereiro Roxo e Laranja. Diferente de datas meramente sazonais, este período é dedicado a dar visibilidade a doenças que exigem diagnóstico precoce e um olhar atento da sociedade. Mais do que cores, este mês carrega histórias de superação e um chamado urgente à solidariedade.
Fevereiro Roxo: “Se não houver cura, que haja conforto”
A campanha foi criada em 2014, na cidade de Uberlândia (MG). A escolha da cor roxa simboliza a nobreza e o acolhimento, buscando humanizar o tratamento de condições crônicas que, embora não tenham cura, podem ser controladas para garantir dignidade ao paciente.
As frentes do Roxo:
- Alzheimer: Doença neurodegenerativa que afeta a memória. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas vivam com alguma forma de demência;
- Lúpus: Condição inflamatória autoimune que pode atingir múltiplos órgãos, sendo mais prevalente em mulheres jovens;
- Fibromialgia: Síndrome que causa dores musculares generalizadas e fadiga, atingindo cerca de 3% da população brasileira.
Fevereiro Laranja: a cor da energia e da esperança
Esse foca no combate à leucemia e no incentivo à doação de medula óssea. A cor laranja representa vitalidade e otimismo, sentimentos fundamentais para quem enfrenta um tratamento oncológico.
O cenário no Brasil: A leucemia é um dos cânceres mais comuns no país, com mais de 11 mil novos casos anuais segundo o INCA.
O fator compatibilidade: Como a chance de encontrar um doador compatível fora da família é de apenas 1 em 100 mil, a campanha é um apelo para aumentar o número de voluntários no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).
Como se cuidar e onde buscar apoio
A prevenção começa com a escuta atenta aos sinais do corpo. Lapsos de memória frequentes, dores persistentes, fadiga extrema e manchas roxas sem causa aparente são alertas importantes.
Exames e especialistas: O hemograma é o exame inicial básico. O SUS e a rede particular oferecem suporte através de neurologistas, reumatologistas e hematologistas.
Redes de apoio: Instituições como a ABRALE (Leucemia) e a ABRAz (Alzheimer) oferecem suporte informativo e emocional essencial para pacientes e famílias.
Um compromisso coletivo
O Fevereiro Roxo e Laranja nos convida a olhar com mais empatia para condições que muitas vezes são invisíveis. A conscientização é a nossa ferramenta mais poderosa: ela reduz o medo, combate o preconceito e, acima de tudo, salva vidas através do diagnóstico precoce.
Mais do que informar, este mês reforça que a saúde é uma responsabilidade compartilhada. Ao buscarmos entender essas patologias ou nos tornarmos doadores de medula, fortalecemos uma corrente de cuidado que beneficia toda a sociedade.
Que este fevereiro seja um despertar para valorizarmos a vida e transformarmos a informação em ações concretas de prevenção e solidariedade.
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Sobre a autora

Milena Di Federico
Estudante de jornalismo, assistente administrativo e corporativo
Atua na produção de conteúdos informativos e institucionais, com foco em comunicação clara, responsabilidade social e temas ligados à saúde.
